Este blog é parte do Curso Melhor Gestão Melhor Ensino, oferecido pela Secretaria Estadual da Educação /SP. Um grupo de educadores formados em Letras foram destinados para a criação deste espaço para interação, compartilhamento e aprendizagem. Sejam todos bem-vindos!

domingo, 16 de junho de 2013

SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM



Seguem abaixo as Situações de Aprendizagem construídas pelos educadores deste blog, a partir dos textos “Avestruz”, de Mário Prata, “Pausa”, de Moacir Scliar, e “Meu primeiro beijo”, de Antonio Barreto. Deliciem-se e aproveitem-nas em suas aulas!
1º PLANO DE AULA – EDUCADORA: RENATA R. MARCONDES DOS SANTOS
Tema:
Crônica Narrativa

Duração Prevista:
Seis aulas

Público alvo:
8ª Série/ 9º Ano

Objetivos:
Ler e compreender o gênero textual proposto;
Prática da leitura;
Identificar o conteúdo interdisciplinar no texto.

Desenvolvimento:
Comentar o que vai ser trabalho;
Cada aluno receberá uma cópia do texto;
Leitura será feita de forma silenciosa;
Em seguida a leitura será compartilhada;
Discussão sobre o texto “Meu Primeiro Beijo”.

Metodologias:
Texto cópia;
Explanação do assunto;
Identificação do gênero textual.

Recursos:
Audiovisuais;
Dicionário;
Livro didático;
Caderno do aluno;
Xerox;
Pesquisa na internet.

Avaliação: Produção de uma crônica, com base no conteúdo estudado, a participação dos alunos e a compreensão dos mesmos e a habilidade leitora.

2º PLANO DE AULA – EDUCADORA: SAMARA DE S. S. PEREIRA

O Conhecer Prazeroso do Gênero Crônica Narrativa

Nesta Situação de Aprendizagem, os alunos retomarão as características de uma narrativa. Na sequência, começarão a compreender o conceito de gênero textual, com foco no estudo das crônicas narrativas. Os alunos serão solicitados a comparar gêneros narrativos com dois objetivos principais: observar a tipologia comum a esses textos e perceber que cada gênero apresenta características que lhe são próprias. Ao final desse processo, os alunos deverão ser capazes de produzir uma crônica narrativa, colocando em prática todos os elementos vistos.

Público-Alvo: 6º ano

Tempo Previsto: 6 aulas

Conteúdos e temas: retomada de elementos da narrativa, leitura de crônicas, produção de crônicas, roda de histórias; substantivo e adjetivo.

Competências e habilidades: reconhecer características do gênero “crônica narrativa”; perceber as diferenças e semelhanças deste gênero para outros, tais como o conto, fábulas; produzir crônica narrativa.

Estratégias: sondagem inicial com base no repertório narrativo dos alunos, definição de finalidades e metas de atividade de leitura, interpretação e produção de crônica narrativa.

Recursos: Livro didático, Internet, texto: “Avestruz” – Mario Prata e outros textos narrativos.

Avaliação: Análise da habilidade leitora individual, produção de crônica narrativa, produção de quadro síntese com características do gênero “crônica narrativa”.


Procedimentos Metodológicos:
2 aulas:
1. Preparar a sala para a leitura em círculo;
2. Fazer uma sondagem do conhecimento de mundo dos alunos em relação ao gênero, aproveitando este momento para retomar os elementos da narrativa que conhecem, quais se lembram, se sabem dar exemplos;
3. Leitura expressiva pelo professor (entonação, pausa, expressão facial e corporal, etc.)
4. Leitura pausada de trechos do texto para levantamento e checagem de hipóteses e inferências locais (ex. cismou, Floripa/Sampa, TPM, sthuthio, etc.) e globais (ex. consequências da criação de animais em apartamentos, a ideologia do autor em relação à criação, menopausa e TPM.) – estabelecimento de comparações. Qual é a ideia principal do texto?
5. Leitura voluntária por parte dos alunos para avaliação;
6. Após a leitura, fazer as seguintes perguntas: Síntese semântica do texto (Quem gostaria de falar o que entendeu sobre o texto?), Apreciações estéticas (Vocês gostaram do texto?), Apreciações afetivas (Você ficou com pena da situação do menino? Você já vivenciou algo parecido?), Apreciações éticas (Você acha difícil criar um animal em apartamento ou um animal selvagem na cidade?)
Alguém conhecia este texto?; Alguém conhece Mário Prata? (Em caso afirmativo: que tipo de texto ele costuma escrever?); Vocês conhecem uma avestruz? Quais animais são comumente criados em casa e ou apartamentos?
7. Após a análise do texto, construir com os alunos um quadro na lousa dos elementos da narrativa e quais são as semelhanças que este gênero apresenta em virtude dos outros, tais como conto e fábulas.

2 aulas
Assistir ao filme: “Os Pinguins do Papai”
Sinopse: Tom Popper (Jim Carrey) é um especialista em comprar imóveis antigos, para que sejam demolidos de forma que sua empresa possa construir modernos edifícios. Ele almeja se tornar sócio da empresa, mas para atingir o objetivo precisa cumprir uma última missão: convencer a senhora Van Gundy (Angela Lansbury), dona de um tradicional restaurante localizado no centro de Nova York, a vender o imóvel. Algo que não será nada fácil, já que ela apenas aceita vender o local para alguém que tenha princípios. Paralelamente, Popper recebe a notícia de que seu pai, um aventureiro que rodou o mundo cujo contato quase sempre foi através do rádio, faleceu na Antártida. No testamento ele deixa para o filho um pinguim, entregue em uma caixa refrigerada. Sem saber o que fazer, Popper resolve ficar com ele após perceber a afeição que seus filhos nutrem pelo animal.

2 aulas
Auxiliar os alunos na produção de uma crônica narrativa fundamenta no tema: ter um animal de estimação, que não seja o “convencional”. Eles poderão através do filme, perceber as dificuldades que este fato pode ocasionar na vida das pessoas. E que também pode ser muito engraçado.

3º PLANO DE AULA – EDUCADORA: SANDRA AP. M. DE MORAES






4º PLANO DE AULA – EDUCADORA: SILVANA CRISTINA DA S. G. MARCHETTO

Texto: Avestruz
Mário Prata

            O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
            Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.
            E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
            Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas.Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
             Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor!
            Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
            Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
            Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
            Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
            Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo, máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
            Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
            Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.

PRATA, Mário. Avestruz. 5ª série/ 6º ano vol. 2
Caderno aluno p. 9
Caderno do Professor p. 18


Situação de aprendizagem para o 6º ano do ensino fundamental - Utilização do texto: Avestruz – Mário Prata

Objetivo: Identificar e diferenciar o gênero crônica narrativa de outros gêneros narrativos como fábulas e contos.

Justificativa: Apresentar a crônica narrativa aos alunos de 6ºs anos a fim de tornar familiar em suas futuras produções escritas.

Procedimentos: Ler diversos textos, entre eles fábulas e contos a fim de fazê-los reconhecer e diferenciar os gêneros.

Recursos: Utilizar textos do caderno do aluno volume 2, e/ou textos retirados de jornais e revistas, entre outros.

Avaliação: A avaliação se dará a partir do reconhecimento textual feito pelos alunos individual e coletivamente e produção escrita.

Roteiro a ser seguido durante a aplicação da situação de aprendizagem:
1-Apresentar à classe três tipos de textos, entre eles dois que eles já aprenderam e sabem diferenciar (fábula e conto);
2-Em seguida apresentar as características da crônica narrativa fazendo um breve esquema na lousa;
3-Pedir para que eles identifiquem entre os três textos lidos o qual se encaixa melhor ao esquema feito;
4-Antes de ler a crônica Avestruz, verificar o conhecimento prévio da turma em relação à ave avestruz (como habitat, alimentação, tamanho, etc.). Iniciar a leitura em voz alta fazendo breves pausas e questionando-os em relação ao texto. Finalizar a leitura na íntegra;
5-Novamente mostrar as características do gênero crônica relacionando ao texto Avestruz;
6-Por fim perguntar a eles quem já viu esta ave de perto, ou gostaria de ver, o que acharam do personagem querer uma como animal de estimação, entre outras perguntas;
7-Perguntar a eles o que acham de ter um animal de estimação nada convencional como a avestruz;
8-Propor a escrita de uma crônica, com tema semelhante à Avestruz.
9-Terminar a atividade com uma ilustração e apresentação da mesma.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Este vídeo é lindo e nos mostra o quanto o mundo da leitura pode nos abrir caminhos...

domingo, 2 de junho de 2013

Perfil dos educadores



RENATA RODRIGUES MARCONDES DOS SANTOS (Cursista)
Itapetininga-SP
Meu nome é Renata, sou formada em Letras, Pedagogia  e recentemente 
terminei Pós-Graduação em Libras e Educação do Surdo, minha função no 
Estado atualmente é como Interlocutora de Libras.

SAMARA DE SOUZA SANCHES PEREIRA (Cursista)
Avaré-SP
Olá, sou Samara! Tenho 34 anos e simplesmente amo assistir a filmes e a ler 
um bom livro! O último livro lido foi Vida Dupla - Rajaa Alsanea, um romance 
sobre mulheres do Oriente Médio. Recomendo! Sou professora há 10 anos, 
lecionei Língua Inglesa, no início da carreira, em colégios particulares, devido a
minha primeira formação: Secretariado Executivo. No ano de 2007, resolvi cursar 
Letras, e me efetivei este ano no Estado, Língua Portuguesa. Sou professora da 
ETEC de Avaré também, este semestre leciono nos cursos de Logística e Serviços 
Jurídicos. Sejam bem-vindos a minha vida!  

SAMUEL BARBOSA FILHO (Cursista)
Tatuí-SP
Professor da EE José Celso de Mello em Tatuí, na rede desde 1993, amo minha 
profissão, tento fazer o possível para que meus alunos gostem, curtam, sintam a 
importância do estudo da nossa língua e principalmente adorem a boa leitura. 
Acredito nos poucos que mudarão o mundo e nos muitos   que se renderão às 
necessidades de uma sociedade digna, reta, justa e crítica. Sou poeta, nenhum 
Drummond, claro mas um poeta,  que também berra seus anseios, seus medos 
e desejos. Amo uma boa música, uma rede entre dois coqueiros, amor, paixão, 
sorvete de chocolate, um bom Alencar na cabeceira, lecionar, transmitir, cantar, 
navegar (como já dizia o grande Pessoa, "Navigare necesse") "Navegar é preciso". 
Acredito na boa intenção, na boa índole, no bom aluno. Idealista? quem sabe, um 
professor sem ideal, ensina para que finalidade afinal? Aluno é gente, gente que ensina, 
que modifica, que ilumina, que percebe, que comunica, que sente, que fala, que ouve 
e principalmente, que aprende! Façamos nossa parte...


SANDRA APARECIDA MORAES DE MORAES (CURSISTA)  
Itapetininga-SP
Gosto de ser chamada de Sandra Moraes nasci em 06 de julho de 1962, pois é já 
estou com meio século nem consigo acreditar...mas amo aprender o que não sei 
e aperfeiçoar o que já apreendi, o mundo não para e isso me faz viver melhor!
Gosto de cinema, artesanato, crianças e ser humano que é de verdade; que tem 
coração, que pensa nos outros e sente o outro, sabe que por mais que esteja certo 
o outro ainda não conseguiu atingir seu grau de entendimento e conhecimento e o respeita... 

SILVANA CRISTINA DA SILVA GONÇALVES MARCHETTO (Cursista)
Tatuí-SP
Olá! Sou professora de Língua Portuguesa há 15 anos! Amo o que faço! Moro e 
trabalho em Tatuí. Acredito que a educação pode ser transformada com a leitura!

sábado, 1 de junho de 2013

Experiências com a Leitura e Escrita


Experiência Leitora...um desassossego!


A minha experiência leitora não foi muito legal, pelo menos em relação à escola, não!
Quando criança meus pais sempre liam para mim, gostava de ler, mas me traumatizei
ao chegar na escola, porque tinha que ler o que todos liam e não o que eu gostava.
Contei, inclusive no curso presencial, que na 8ª série uma professora nos "obrigou"
a ler Dom Casmurro, e eu passei a detestar Machado de Assis, rsss...Quando fiz
Letras, disse para o professor: - Você terá de me fazer Machado saltar aos olhos!
E ainda bem que ele fez!
Hoje, leio em média dois ou três livros por mês, simultaneamente, de assuntos diferentes,
às vezes sobre religião, às vezes sobre povos, e um bom romance também vale.
Quanto a escrever, minha particularidade são as crônicas, sejam argumentativas ou
narrativas, eu simplesmente as amo. Tenho um caderno, às vezes, acordo e no meio
da madrugada escrevo...isto sempre me faz lembrar sobre a teoria do poeta possesso...
não consigo ser artífice, sou tomada por inspirações e pronto!

Samara de Souza Sanches Pereira




Minha experiência com a leitura e a escrita começou ainda na primeira infância quando escutava atentamente os "causos" contados pela minha avó materna. Ficava maravilhada ao ouvir lendas do folclore brasileiro, acreditava fielmente que aqueles seres existiam, era como se fizessem parte da minha vida. Depois com minha primeira professora contando histórias numa roda de leitura. Nem piscava, ouvia atentamente! Com a minha alfabetização comecei a ler contos de fadas nas aulas de leitura e aquele mundo encantado com suas princesas e príncipes, castelos e bruxas, permeavam a minha imaginação. Com o passar do tempo, os livros que meu pai me dava, como o Pequeno Príncipe, Poliana e os da Coleção Vaga-lume fizeram parte do meu início de formação leitora.
                                                                  
 Silvana Cristina da Silva Gonçalves Marchetto




Minha primeira experiência com a leitura me leva aos meus 7 anos, época que íamos passar as festas de final de ano no sítio do meu avô. Lembro muito bem ele gostava de reunir todos os netos perto do fogão à lenha que tinha um rabo bem grande (lugar onde colocava a lenha para queimar) e sobrava um espaço onde ele colocava seu banquinho de madeira, e os netos ficavam sentados abaixo e ao redor dele, ali ele com seu jeito manso enrolava seu cigarro de palha e começava a contar suas histórias vividas com o Saci-Pererê, Mula sem cabeça, Caipora e outros. Mas seu conhecido e companheiro era mesmo o Saci, pois meu avô sempre participava das suas histórias,  hora sendo surpreendido pelo Saci, hora surpreendendo seu amigo que só fazia arte.  Durante 10 dias era sempre assim após o jantar uma história longa e muito gostosa de ouvir, eu mesma chegava a ouvir o assovio do Saci, que causava medo e muitos comentários no dia seguinte.

Sandra Aparecida Moraes de Moraes



A primeira experiência que tive em minha infância foi com gibis, mas quando estava na 4ª série, a professora Dona Adelaide, pedia para que todos os alunos levasse uma noticia de jornal. Não dava para todos os alunos fazer a leitura. Então a professora fazia sorteio o colega ia para frente fazia a leitura e explicava para os demais e sempre gerava discussões, debates sobre a notícia, fazendo com que os alunos lessem a noticia em casa para se sentir mais confiante perante a professora e aos colegas. Já na 5ª série e as demais séries comecei a ler Iracema, Dom Casmurro, O Guarani entre outros, e nos últimos 3 anos minha leitura é voltada para a Educação Especial principalmente a área de surdez. E hoje estou lendo do Psicólogo João Augusto Pompéia “Na presença do sentido, estou aprendendo muito com esta leitura”. 
Renata Marcondes